| Pela primeira vez no seu currículo, os The Brave Ones vão para sul do Douro. A linha escolhida, desta vez, foi a linha do Vouga.
A sua bitola é métrica, ou seja, 1000mm, e nela circulam, actualmente, as UDD 9630 (Unidade Dupla Diesel), conhecidas por Vouguinhas. É uma linha muito antiga, inaugurada por um rei (D. Manuel II, o troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis) em 1908. Esta linha é constituída por dois troços principais: o troço entre Espinho e Sernada do Vouga (ainda activo, com 61.6 kms) e entre Sernada e Viseu (encerrado em Janeiro de 1990, com uma extensão de 76.4kms). Existe ainda um ramal entre Aveiro e Sernada do Vouga (com 34.6kms) que, como está em serviço actualmente, faz parte da actual linha do Vouga (pois o troço até Viseu está encerrado e não faria sentido chamar linha do Vouga até Sernada e ramal a partir daqui!). Chama-se especial atenção ao facto de possuir muitas passagens de nível sem guarda o que leva a muitos acidentes. Falando em números, em 2007 ocorreram 20 acidentes e 2006, 27. Como isto representa 30% dos acidentes registados em toda a rede Refer, a empresa já propôs um investimento para colocar passagens de nível automáticas com barreiras e melhorar o sistema de controlo de tráfego tentando, assim, reduzir em 70% os acidentes que se dão nesta linha. Para o futuro, o troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis poderá vir a ser incluído na rede do Metro do Porto, encerrando, assim, o troço entre Sernada do Vouga e Oliveira de Azeméis. Mais ainda é uma incógnita! Falando da nossa caminhada, a melhor maneira de realizar esta linha, de acordo com os horários dos comboios que são praticados, foi a seguinte: ->Apanhar o comboio em Espinho e realizar o percurso até Sernada do Vouga de comboio; ->Em Sernada começar a 1ªFase da caminhada que será até Águeda (caminhada de 14.5 km); ->Apanhar o comboio de Águeda até Eirol; ->Em Eirol começa a segunda fase da nossa caminhada até Aveiro (extensão de 10.8 km). Ou seja, é uma caminhada de 25 kms numa linha cujo sistema de exploração é o Sistema de Exploração Simplificada, ou seja, basicamente os condutores do comboio (revisores no caso) têm de ir pedindo autorização ao chefe de linha para irem avançando. Deu-nos a sensação que era uma linha de outro país pois, na nossa opinião, ficou um pouco de lado na modernização ferroviária em Portugal, apesar da sua enormíssima beleza. |
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