Linha do Vouga: Sernada Vouga -> Águeda & Eirol -> Aveiro
19th September 2008

Pela primeira vez no seu currículo, os The Brave Ones vão para sul do Douro. A linha escolhida, desta vez, foi a linha do Vouga.
A sua bitola é métrica, ou seja, 1000mm, e nela circulam, actualmente, as UDD 9630 (Unidade Dupla Diesel), conhecidas por Vouguinhas. É uma linha muito antiga, inaugurada por um rei (D. Manuel II, o troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis) em 1908.
Esta linha é constituída por dois troços principais: o troço entre Espinho e Sernada do Vouga (ainda activo, com 61.6 kms) e entre Sernada e Viseu (encerrado em Janeiro de 1990, com uma extensão de 76.4kms). Existe ainda um ramal entre Aveiro e Sernada do Vouga (com 34.6kms) que, como está em serviço actualmente, faz parte da actual linha do Vouga (pois o troço até Viseu está encerrado e não faria sentido chamar linha do Vouga até Sernada e ramal a partir daqui!).
Chama-se especial atenção ao facto de possuir muitas passagens de nível sem guarda o que leva a muitos acidentes.
Falando em números, em 2007 ocorreram 20 acidentes e 2006, 27. Como isto representa 30% dos acidentes registados em toda a rede Refer, a empresa já propôs um investimento para colocar passagens de nível automáticas com barreiras e melhorar o sistema de controlo de tráfego tentando, assim, reduzir em 70% os acidentes que se dão nesta linha.
Para o futuro, o troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis poderá vir a ser incluído na rede do Metro do Porto, encerrando, assim, o troço entre Sernada do Vouga e Oliveira de Azeméis. Mais ainda é uma incógnita!
Falando da nossa caminhada, a melhor maneira de realizar esta linha, de acordo com os horários dos comboios que são praticados, foi a seguinte:
->Apanhar o comboio em Espinho e realizar o percurso até Sernada do Vouga de comboio;
->Em Sernada começar a 1ªFase da caminhada que será até Águeda (caminhada de 14.5 km);
->Apanhar o comboio de Águeda até Eirol;
->Em Eirol começa a segunda fase da nossa caminhada até Aveiro (extensão de 10.8 km).
Ou seja, é uma caminhada de 25 kms numa linha cujo sistema de exploração é o Sistema de Exploração Simplificada, ou seja, basicamente os condutores do comboio (revisores no caso) têm de ir pedindo autorização ao chefe de linha para irem avançando.
Deu-nos a sensação que era uma linha de outro país pois, na nossa opinião, ficou um pouco de lado na modernização ferroviária em Portugal, apesar da sua enormíssima beleza.

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E mais uma linha. Agora é a linha do Vouga que começa mesmo aqui, estação de Espinho Vouga. Fotos dos Brave Ones para relembrar o início da aventura nesta linha. Porque é que o homenzinho tinha de estar ali a fazer..... bem, vocês sabem! Porquê?! Parte mesmo muito escusada!
E mais uma linha. Agora é a linha do Vouga que começa mesmo aqui, estação de Espinho Vouga. Fotos dos Brave Ones para relembrar o início da aventura nesta linha. Porque é que o homenzinho tinha de estar ali a fazer..... bem, vocês sabem! Porquê?! Parte mesmo muito escusada!
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Agora o edifício todo da estação que se encontra no km 0,7 da linha do Vouga: Espinho - Vouga. O pessoal destas zonas são mesmo emplastros!! Tem de estar sempre alguém na foto que não era suposto estar?! Bem.. Ao menos não está a fazer
Agora o edifício todo da estação que se encontra no km 0,7 da linha do Vouga: Espinho - Vouga. O pessoal destas zonas são mesmo emplastros!! Tem de estar sempre alguém na foto que não era suposto estar?! Bem.. Ao menos não está a fazer "nada de especial!".
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Outra foto com o Brave One que faltava, agora sem intrusos na foto!
Outra foto com o Brave One que faltava, agora sem intrusos na foto!
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E já vamos a caminho de Sernada do Vouga na 9635. Aqui uma foto ao edifício da estação do km 9.0 enquanto o revisor foi pedir autorização ao chefe de linha para avançar para o cantão seguinte. A estação, como podem comprovar, é Paços de Brandão.
E já vamos a caminho de Sernada do Vouga na 9635. Aqui uma foto ao edifício da estação do km 9.0 enquanto o revisor foi pedir autorização ao chefe de linha para avançar para o cantão seguinte. A estação, como podem comprovar, é Paços de Brandão.
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E agora temos o edifício da estação de S. João de Ver, km 14.1.
E agora temos o edifício da estação de S. João de Ver, km 14.1.
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Km 19.5 temos Vila (não Villa) da Feira...
Km 19.5 temos Vila (não Villa) da Feira...
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E a nossa UDD já chegou a S. João da Madeira (km 24.9)
E a nossa UDD já chegou a S. João da Madeira (km 24.9)
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Couto de Cocujães (!) no km 28.6. Que lindo nome!
Couto de Cocujães (!) no km 28.6. Que lindo nome!
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Apeadeiro de São Tiago da Riba - UL, no km 30.7 desta linha muito interessante.
Apeadeiro de São Tiago da Riba - UL, no km 30.7 desta linha muito interessante.
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Oliveira de Azeméis agora. É aqui, no km 32.8 que a maior parte das circulações de e para Espinho acabam e começam. O nosso comboio é um dos dois únicos diários que continua para Sernada do Vouga. É visível a diferença na conservação da linha e até nas passagens de nível isso se nota. No troço entre Oliveira de Azemeis e Sernada, onde só passam 4 comboios por dia (2 em cada sentido), as cancelas das passagens de nível com guarda (que não são muitas) são comandadas por um funcionário da Refer que vai dentro do comboio. Ou seja, nesta estação entra um senhor que antes da passagem de nível sai do comboio, vai a correr fechar a cancela, o comboio passa e pára novamente depois de passar a passagem de nível e lá vem ele a correr novamente, desta vez para entrar no comboio. É assim umas 5 ou 6 vezes. Só em Portugal mesmo!!
Oliveira de Azeméis agora. É aqui, no km 32.8 que a maior parte das circulações de e para Espinho acabam e começam. O nosso comboio é um dos dois únicos diários que continua para Sernada do Vouga. É visível a diferença na conservação da linha e até nas passagens de nível isso se nota. No troço entre Oliveira de Azemeis e Sernada, onde só passam 4 comboios por dia (2 em cada sentido), as cancelas das passagens de nível com guarda (que não são muitas) são comandadas por um funcionário da Refer que vai dentro do comboio. Ou seja, nesta estação entra um senhor que antes da passagem de nível sai do comboio, vai a correr fechar a cancela, o comboio passa e pára novamente depois de passar a passagem de nível e lá vem ele a correr novamente, desta vez para entrar no comboio. É assim umas 5 ou 6 vezes. Só em Portugal mesmo!!
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Apeadeiro, muito bem conservado, da Branca, no km 46.0. Um edifício interessante principalmente para o José que também se chama Branco!
Apeadeiro, muito bem conservado, da Branca, no km 46.0. Um edifício interessante principalmente para o José que também se chama Branco!
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Albergaria a Nova, no km 48.5. É fantástico, mas aqui só passam dois comboios por dia! E por interesse, uma vez que as automotoras que realizam serviço para Espinho só realizam este trajecto para irem abastecer a Sernada do Vouga. Basicamente, aproveitam esta viagem necessária para levar passageiros e ainda bem, porque mesmo nesta zona a linha é muito interessante.
Albergaria a Nova, no km 48.5. É fantástico, mas aqui só passam dois comboios por dia! E por interesse, uma vez que as automotoras que realizam serviço para Espinho só realizam este trajecto para irem abastecer a Sernada do Vouga. Basicamente, aproveitam esta viagem necessária para levar passageiros e ainda bem, porque mesmo nesta zona a linha é muito interessante.
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Depois da nova, Abergaria a Velha, no km 54.9.
Depois da nova, Abergaria a Velha, no km 54.9.
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E o comboio nº 5204 chega à estação de Sernada do Vouga, local de confluência entre a antiga linha do Vouga e o ramal de Aveiro. Já faz muitos anos, os comboios podíam sair daqui para Viseu. Como tínhamos tempo, decidimos visitar o material abandonado que se encontra na estação e fazer uma investigação à linha que ía para Viseu.
E o comboio nº 5204 chega à estação de Sernada do Vouga, local de confluência entre a antiga linha do Vouga e o ramal de Aveiro. Já faz muitos anos, os comboios podíam sair daqui para Viseu. Como tínhamos tempo, decidimos visitar o material abandonado que se encontra na estação e fazer uma investigação à linha que ía para Viseu.
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Visitamos agora o material abandonado em Sernada. E temos aqui alguma coisa para ver. Esta é uma automotora Allan 9300 que foi retirada de serviço em 2002. Já estás parada há uns anitos pah!
Visitamos agora o material abandonado em Sernada. E temos aqui alguma coisa para ver. Esta é uma automotora Allan 9300 que foi retirada de serviço em 2002. Já estás parada há uns anitos pah!
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Em cima da placa giratória desta estação, encontra-se outra Allan 9300 ainda mais podre que a outra. É pena vermos isto assim.
Em cima da placa giratória desta estação, encontra-se outra Allan 9300 ainda mais podre que a outra. É pena vermos isto assim.
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Decidimos fazer uma visita ao seu interior. Esta é a cabine de condução da 9300.
Decidimos fazer uma visita ao seu interior. Esta é a cabine de condução da 9300.
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Agora o interior da segunda classe destas automotoras. Atingiam os 70 km/h (velocidade máxima) e foram fabricadas em 1954.
Agora o interior da segunda classe destas automotoras. Atingiam os 70 km/h (velocidade máxima) e foram fabricadas em 1954.
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Onde está o sinal de Velocidade Máxima autorizada de 30 km/h, é de onde viemos, ou seja, a linha que vem de Espinho. A linha onde nos encontramos é a que ía para Viseu. A vegetação está a tomar conta do caso!
Onde está o sinal de Velocidade Máxima autorizada de 30 km/h, é de onde viemos, ou seja, a linha que vem de Espinho. A linha onde nos encontramos é a que ía para Viseu. A vegetação está a tomar conta do caso!
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Onde está este triste caminho de terra é por onde ía o comboio. Nem carris, nem travessas.... Nada! Apenas a nostalgia.
Onde está este triste caminho de terra é por onde ía o comboio. Nem carris, nem travessas.... Nada! Apenas a nostalgia.
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O que era uma linha do comboio agora é uma rua secundária (ou terciária, sei lá...!). Decidimos averiguar isto melhor porque sabíamos que íamos encontrar uma ponte e queríamos vê-la!
O que era uma linha do comboio agora é uma rua secundária (ou terciária, sei lá...!). Decidimos averiguar isto melhor porque sabíamos que íamos encontrar uma ponte e queríamos vê-la!
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E lá está ela: a ponte (outrora do comboio) que permite acesso para Viseu!
E lá está ela: a ponte (outrora do comboio) que permite acesso para Viseu!
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Sem dúvida nenhuma é uma ponte ferroviária! E de via métrica, aquilo mal cabe um carro! Susbtitui-se uns parafusos e tal.... e está pronta para levar carros em cima. É triste! É também possível ver alguma alegria do José, apesar de tudo!
Sem dúvida nenhuma é uma ponte ferroviária! E de via métrica, aquilo mal cabe um carro! Susbtitui-se uns parafusos e tal.... e está pronta para levar carros em cima. É triste! É também possível ver alguma alegria do José, apesar de tudo!
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O que pode ser visto de cima da ponte. Um rio que passa por baixo (não sei o nome), uma ponte moderna... Paisagem bonita!
O que pode ser visto de cima da ponte. Um rio que passa por baixo (não sei o nome), uma ponte moderna... Paisagem bonita!
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